quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dois pontos, parágrafo, travessão!


Liberdade de expressão. É um dos mais importantes direitos (ou talvez até o maior deles) garantidos pela nossa Constituição. Sem ela, não podemos lutar por necessidades básicas como por exemplo saúde e educação. Nela também se baseiam os pilares da democracia, mas nem sempre foi assim. Todos pelo menos já ouvimos falar sobre as ditaduras militares, governos em que a imprensa era vetada, as artes sofriam repressão e todo o conhecimento veiculado era vigiado de perto pelo alto escalão do Governo, com seus serviços secretos - com direito a agenciamento duplo, atentados, escola de formação de agentes... Enfim, um verdadeiro 'terceiro olho' cheio de braços nas mãos dos nossos governantes. O tempo passou, vivemos numa democracia onde, aparentemente, todos somos livres até demais no que diz respeito a expressão. Mas de que adianta poder falar sem saber o que dizer, ou sobre quais assuntos tratar? É fato que a sociedade ainda é deficiente no que diz respeito às manifestações artísticas e culturais do nosso País, mas, cada vez mais esforços têm sido voltados a essa questão: mudanças no ENEM (a intenção foi boa, mas, de boas intenções o inferno está cheio, não?), no modo de ensinar... Mas ainda falta mudar o modo de aprender. E é por isso que cabe a cada um de nós reverter esse quadro. Não preciso nem bater naquela mesma tecla e dizer que a salvação está na educação, na valorização da leitura e dos artistas brasileiros, na construção de adultos conscientes que saibam lutar pelo seu próprio bem e pelo da nação... E mais todas aquelas verdades que todo o mundo já cansou de ler, ouvir, pensar, e etcéteras. O importante é usar e abusar desse direito: falar mesmo! Não necessariamente usando a voz. Escrevam, componham, desenhem, cantem, dancem, manifestem-se! Só não se esqueçam de respeitar a liberdade dos outros também, afinal, ninguém vive sozinho; mas isso já é assunto pra outro post! E ficam aqui os versos e o clip d'O Rappa na música Minha Alma:
Pois paz sem voz não é paz, é medo!



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Monólogo.

Já tive vários desses perfis de sites nos quais o principal propósito era fazer com que as pessoas se expressassem, mas acabaram virando modinha e só mais um jeito de obter comentários e elogios. Nunca levei nenhum deles adiante. Confesso que tenho dificuldade em me comprometer com as coisas, manter uma certa linearidade de pensamento ou até mesmo de planejar com exatidão. Mas acho que essa é uma das principais características da juventude, não? Pois bem, creio que eu esteja aqui pra falar do meu cotidiano, do que eu vejo, sinto e - por último mas muito mais importante - penso. Ser ouvido (a) é consequência, importante mesmo é falar! E ah, a propósito, meu nome é Camila, tenho 15 anos e curso o primeiro ano do Ensino Médio.